sábado, 20 de novembro de 2010

TEXTO.


DESPEDIDA

Era pra ser apenas mais uma despedida, onde os braços se tocavam pela última vez no fim de semana, e os olhos se distanciavam nesse desencontro tão desnecessário, mas que estava fazendo tanto sentido, naquele exato momento. Um pedia força, o outro pedia amor, mas na realidade, os dois pediam... Pediam olhos nos olhos, boca na boca, sexo no sexo, abraço no amplexo, beijo no ósculo.
Tudo estava decidido, e dar meia volta, seria regredir, seria aturdir um sentimento tão nobre e corajoso – o de amar à distância. A emoção falava à flor da pele, o coração já não sabia mais o que era compasso, e as mãos distônicas suavam frias. Os olhos já se olhavam com despedida, era tão certo, quanto os nossos sentimentos.
E pensar que antes, vivemos dias tão agradáveis e noites maravilhosas; entre restaurantes, passeios e amigos. Precisei ir embora, já era hora, a saudade tinha que ficar. Você tentou ser forte, eu achei melhor ser humano, e naquele momento, chorar seria a minha melhor opção. E as horas foram se passando tão rápido, que olhar no relógio já era motivo de agonia, de desespero.
Chegou a despedida, os rostos se encaravam e as mãos não se largavam, como se tudo fosse confirmado naquele momento, naquele instante de saudade. Foste comigo e ficaste comigo até que não se fazia mais necessário estar ali, e num gesto de carinho, onde poucos perceberam o quanto de amor esteve naquele beijo, foste sem olhar para trás, com medo de não continuar seguindo. E eu fiquei, os olhos se encheram de lágrimas, as mãos não conseguiam balançar no adeus, tudo extático, parado, estagnado. Mas a certeza de que tudo está sendo maravilhoso e que a cada dia eu me esforço mais para te amar sem condição.
Hoje o teu amor faz parte do meu dia-dia, como se fosse uma prece. E te ouvir, te entender, te respeitar e tolerar, é a minha escolha. Eu bem sei do que quero, assim como sei quem eu quero. A distância hoje somente dá saudade, e não consigo mais aceitá-la. Me proponho sempre a resignação, que por ora, acontece. Nós vamos longe, e já chegamos às nuvens, onde cada um, em alguns instantes, segura o outro e o deixa pairando no ar. É forte, é amor de verdade, daqueles atemporal, que você ou eu podemos até passar, mas o amor ficará. Só não tenho certeza do tempo, mas quando estou com você, não preciso ter certeza de mais nada.

Texto: Leniclécio Miguel

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ao amor, sempre!


Não é à toa que a vida vem sempre sendo chamada de caixinha de surpresa. Nesses últimos dias, venho descobrindo isso a todo instante. O desfecho de um amor, como sempre, causa muita angústia, indecisões e resquícios de mágoas. Mas, nada melhor do que uma nova fonte de vida, uma nova gota no orvalho, um novo sopro no rosto, um novo perfume nos lençóis.
Foi preciso ser espetado várias vezes por espinhos, ser enganado várias vezes pela rosa e, mesmo assim, amar sem esperar nada em troca. O coração já estava cansado, demasiadamente iludido, sem muita expectativa, mas sempre resignado. Foi a espera, a humilde e sábia espera que me fez hoje estar assim. Acredito que esse momento só pode acontecer devido aos meus treinos diários, que por ora, foram esses: Paciência, sabedoria, altruísmo, compaixão, compreensão, cuidado, afeto, atenção...e todos se repetem na mesma ordem, ou aleatoriamente, sempre.
O amor chegou, está bem perto, rente ao coração. Estou decidindo se o deixo entrar, mas tudo indica que ele vai burlar algo e entrar, mesmo que eu não o permita. O amor é assim, você se guarda, se resguardar, se tranca, mas ele sempre encontra uma entrada, uma falha no seu sistema romântico-emocional. Às vezes ele entra pela janela, sorrateiramente. E, como não tenho controle sobre ele, apenas o aceito.
A certeza do que se quer, e com quem se quer, hoje está mais veemente. Acho que a única dúvida é: Até quando?  - Isso, os fatores implicarão, bem como as decisões. Enquanto isso, a gente vai vivendo, vai experimentando os gostos, os novos sabores, provando um ao outro e vai vendo até onde o gosto fica. E se ficar, que dure!
É assim, bem como as desilusões que tive, que hoje me sinto mais equilibrado e feliz. Não tem muito segredo, basta apenas saber dosar; uma pitada de afeto, outras tantas de cuidado. Ah! Não se esqueça das dosagens mais agudas de: Respeito, compreensão, cumplicidade e lealdade. Agora, se depois disto você ainda não souber, experimente ousar mais, ir mesmo à luta. Assim como eu, você encontrará no fim do túnel uma luz, pode ser que demore, mas não esqueça: As melhores coisas da vida sempre demoram, e precisam ser aprimoradas. Nessa caminhada você sempre encontrará pontes, pontes e mais pontes, mas não se desespere, o seu porto seguro chegará, assim como o meu chegou!

Texto: Leniclécio Miguel.

sábado, 25 de setembro de 2010

REFLEXÃO.



O AMOR TEM SEMPRE A PORTA ABERTA!
(Espera!) – Foi o que falei quando ouvi um trecho da música que dizia assim: “Venha, o amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando à primavera, nosso futuro recomeça.” – E foi assim, estagnado por alguns minutos, digo, vários minutos adiante. Corri logo na internet, e busquei o nosso Google de cada dia, logo me deparo com toda a letra e, como já sabia de quê se tratava, não me surpreendi muito. Afinal de contas, Renato Russo e sua trupe, realmente sabiam o que dizia. Nesta música, ele soube muito mais do que dizer, ele soube expressar o que se sente. Nada mais válido e certo ouvir a música – Perfeição. E, com essa pausa, foi que comecei a prestar atenção na letra.
E é verdade, aliás, a mais pura verdade – o amor tem sempre a porta aberta! Ele vai entrar, vai sair, vai deixar entreaberta, mas sempre terá acesso livre em todos os cômodos do seu coração. E quando ouço isto ecoando aos ouvidos, vejo o quanto sei que ele tem. Mas, não escrevo aqui em você se prender a um relacionamento, ou caso sério, ou até mesmo, lance rápido. Escrevo em amor mesmo, etimologicamente falando. O amor de verdade, com princípios, com respeito mútuo, com dignidade, com tolerância, com compreensão. Mas você pode estar se perguntando, ou até mesmo, me perguntando: Existe? Bem, se você acha que não existe, você não estará apto para ser também esse amor verdadeiro. Na realidade, a gente sempre é aquilo que queremos que o outro seja. Para ser, é preciso estar. E para estar, é preciso ser. O envolvimento naquilo que acreditamos verdadeiramente nos traz convicção. E, acreditar que existe ou não existe, cabe somente a você.
Convido você a acreditar mais, respeitar mais e, sucessivamente – amar mais. Não desista daquilo em que você acredita e acha responsável. Cative o outro por aquilo que você quer ser cativado. Deixe sempre o sorriso no semblante do outro, como se fosse uma marca sua – fazer alguém sorrir. Não esqueça! Está chegando à primavera, chega também com ela as flores, as portas abertas, o amor. Invista num novo vaso para seu arranjo, em novas flores para o seu jardim, ou apenas uma rosa para um vaso solitário, que mesmo solitário, ainda cabe a rosa. Espero que você decida deixar a porta aberta para o amor, para a primavera, para o recomeço, para uma nova flor, mesmo que seja somente uma estação, ou somente alguns instantes, não esqueça: O AMOR TEM SEMPRE A PORTA ABERTA!

Texto: Leniclécio Miguel
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terça-feira, 27 de julho de 2010

POEMA.

...POSTERIOR.

Está tudo intacto, sentimentos guardados, bem guardados.
Eu cuidei de tudo isso para se em algum dia nós nos encontrarmos, possamos nos olhar com afeto.
E mesmo que os caminhos estejam diferentes, nós vamos poder sorrir um para o outro e ter admiração mútua.

Está tudo em paz, fogo somente nas cinzas, apenas as brasas.
O seu telefone ainda está na agenda, as nossas fotos e cartas guardadas.
O último sabonete que usamos, o perfume nos lençóis, a tua camisa no armário.

Pode ser que seja apenas uma esperança desmedida, ou quem sabe atingi a resignação.
Ou, até mesmo, a carência que fala mais alto.
Mas não tenho dúvidas, eu te amo e não sei voltar atrás.

E se algum dia essas palavras cheguarem aos teus ouvidos, e os novos ventos te mostrarem o meu caminho,
Pode vir, vem devagar, vem com cuidado, bem raso.

Bem sabemos que foi demais, foi tão grande que não coube em nós.
E precisávamos desse tempo para canalizar tantos e tantos que sentimos,
Sei de tudo, dos outros amores, das novas paixões, até dos teus novos vícios.

Sei até quando pensas em mim, e quando vai deitar ainda sonha comigo e, ao acordar, pensa em mim.
Lembras até do último beijo, do último abraço e do último domingo que passamos juntos.
Sei que sentes falta, que eu sinto falta, afinal de contas ainda somos nós.

Não tenho pressa, vamos devagar...Se não for agora, te encontro na próxima vez, no próximo inverno...
Só não quero esquecer de tudo que agora lembro, e mesmo não dizendo, já estou revivendo.
E que os bons ventos me leve até você, o traga até a mim, nos devolva.

Pode ser hoje, final de semana, ou quem sabe no último instante...
Por enquanto eu vou vivendo, sem esperar, mas já sabendo que vamos nos ver novamente...
...E se for pra ficar, dessa vez pode entrar. Meu coração pede você!

Texto: Leniclécio Miguel

quarta-feira, 21 de julho de 2010

FRASES.

SEJA FELIZ, INDEPENDENTE DOS PRECONCEITOS E PARADIGMAS, VENÇA-OS.

VIVER É BEM MAIS DO QUE O MUNDO LHE PROPÕE, EXPLORE-O.

SEMPRE VAI EXISTIR UM ELIXIR QUE LHE CONDUZ A FELICIDADE, DESCUBRA O SEU.

NÃO EXISTE FÓRMULAS DE SUCESSÃO, EXISTE TRABALHO ÁRDUO.

DESCUBRA QUE AMAR SEMPRE VALE A PENA, E AME.

SE HOUVER DECEPÇÃO, RECLAME. SOMENTE NÃO DESISTA, O AMOR NÃO AGUENTARÁ!

terça-feira, 20 de julho de 2010

TEXTO


...O COMEÇO É BEM NO FIM.
                Adeus...
Agora começo a me despedir de todos, daqueles que fizeram parte de algum momento da minha vida, foi tudo muito bom, mas agora é preciso chegar ao fim. Foi difícil tomar essa decisão, é preciso recomeçar e, sem chegar ao fim, não se chega a lugar nenhum. Mais um ciclo se fecha e se faz necessário abrir-se outro. Estamos na beira do abismo e sabe-se que para dar um passo à frente, nessas circunstâncias, somente recuando. O fim é bem ali mesmo, no último dia de choro, ou no último sorriso; que mesmo insosso, expressa bem o que decidimos. Perdera-se o amigo, aquele com quem compartilhávamos os maiores segredos. Acabou-se o casamento, aquele que pensávamos que era eterno, mas esquecera-se do tempo, o tempo que os unira, desta feita, foi quem os separou. Mas resta-nos o começo, aquela integração entre o passado e o presente, que por ser diferente, nos causa medo. Se chegou o fim, é sinal que o começo está próximo. Fecharam-se ciclos? Inaugure novos caminhos e explore-os!
"Será somente assim que você descobrirá o quão é significante o fim, e o quão é necessário o começo!"

sábado, 3 de julho de 2010

TEXTO



ROMÂNTICO ASSUMIDO!

Hoje me sinto mais forte e mais seguro para dizer como estou, ou ao menos tentar expressar. Eu sou totalmente assumido, sim, sou um romântico assumido e espalhafatoso. Sou daqueles que mandam flores e em seguida telefona pra dizer que estou morrendo de saudade e, no outro dia ainda levo café da manhã na cama. Eu não vou deixar de ser assim, aliás, ninguém vai me convencer de que é melhor não viver assim. Pois bem, eu prefiro e vou continuar sendo desse mesmo jeito. Vivendo único e exclusivamente por amor. Claro, bem sei que vou sofrer, pois assumindo essa condição, eu corro muitos riscos, mas quem não corre?
Assumindo minha preferência pelo o amor, eu corro o risco de parecer careta, de ser piegas ou démodé. Mas, sabe o quanto eu me preocupo? Não preciso dizer, só o fato de estar assumindo, você sabe que não me preocupo. Eu sei, vou correr o risco de ser ludibriado, por vezes, ser iludido. Mas, me diga, quem não corre esse risco? Eu quero sempre correr esses riscos, porque viver é isso, correr riscos o tempo todo, mesmo quando não se quer correr.
Estou carente, eu sei bem disso, mas é que o mundo ultimamente tem estado tão frio, que eu preciso de um novo abraço, um novo afago e, um beijo mais renovado. Estou precisando de outros olhos me olhando, ou outros braços me tocando e, me apertando com desejo. Quero algo novo, nova droga, nova descoberta no que se diz respeito ao amor. Quero me reinventar, descobrir novos caminhos e vertentes pelas quais vão me fazer caminhar pelo desconhecido e descobrir o novo.
Quero ser surpreendido, pois sei o quanto é bom receber uma ligação não esperada, ou até mesmo uma visita de última hora bem no final da noite. Eu preciso disso, minha respiração está muito normal, e o meu coração já cansou de bater compassadamente. Quero um novo fôlego, um novo perfume e um novo jeito de dizer amor. Quero perder o controle dos meus sentimentos, já cansei de pensar com a razão. Quero viver muito a emoção, todo o dia – simplesmente.
E se você pretende o mesmo que desejo, vamos juntos fazer desse ideal o acontecimento real. Vamos nos descobrir nos braços um do outro, na boca que toca o queixo e nos olhos que pestanejam bem pertinho do nariz. No último pedido da noite, aquele: espera mais um pouquinho, eu te levo em casa. Vamos nos descobrir na diferença de um gostar de Choppin e o outro Djavan. Vamos nos respeitar mais, vamos nos doar mais, perdoar mais, beijar muito mais... Vamos! Vamos deixar o outro olhar algo de diferente em nós, o penteado, o novo perfume, ou até mesmo a roupa nova. Vamos nos permitir mais, permita-me mais, permitindo-se. Aceite-se mais, o amor não espera você mudar para entrar, ele é a mudança antes mesmo de entrar. Acredite nisso e, embarque comigo, eu te levarei nas melhores viagens da emoção. Basta você querer entrar!
Texto: Leniclécio Miguel.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

REFLEXÃO.



O AMOR E SEUS ANDARES – A CASA COMO EXEMPLO
Imagine o amor como uma casa com três andares. E que a cada andar subido, será o amor evoluindo e o sentimento ficando mais puro e sincero. Mas, antes de subir, você precisa estar no porão, ou seja, no rasto de tudo. No início dos sentimentos e, conseqüentemente, aprendendo muito deles e sofrendo muito também por algumas vezes, ou que sabem, muitas vezes.
O porão é o lugar onde serve para nós descobrirmos o que nos falta, o que nos incomoda e o que precisamos fazer para melhorar. É no porão que você discute, briga, tem sentimentos de posse e tenta controlar o outro, como se o outro, fosse seu. É, também, no porão, que você tem as mais estúpidas crises de ciúmes e raivas do seu relacionamento. Mas não se desespere, pois se souber aprimorar isso, chegarás ao primeiro andar da casa.
No primeiro andar da casa, você já tem enfrentado o porão e se acha superior aos problemas e dificuldades, porém, basta que qualquer situação torne-se contrária ao que você pensou que fosse, que você discute, grita, e se for o caso, ainda agride das piores formas possíveis, quiçá até fisicamente. Mas, no primeiro andar, diferentemente do porão, você sabe que está errado (a), sabe que precisa mudar, mas ainda não conseguiu mudar de forma significativa. Tenha calma, você saberá mudar na hora certa, pois ainda restam-lhe dois andares. O segundo, e o terceiro andar.
Você chegou ao segundo andar, sabe agora o que fazer, mas não sabe como fazer. Você está no meio do caminho, entre o primeiro e o terceiro andar e, toda e qualquer decisão, agora deve-se ser feita com muita cautela e frieza, caso contrário, você se encontrará novamente no porão, ou se der sorte, chegarás mais rápido ao terceiro andar. É no segundo andar, que você ainda discute, mas ouve o outro e, que mesmo não falando a verdade, você sabe respeitar e não cogita a hipótese dele estar mentindo. Calminha, está chegando o terceiro andar.
No terceiro andar, tudo se torna mais primoroso e digno. A renúncia, a confiança e a honestidade tomam o lugar da insegurança, acessos de ciúmes e controles. No terceiro andar, você acredita que o seu relacionamento estar com você, por gostar de compartilhar a vida com você, e que isso lhe basta. Você não precisa saber muita coisa sobre o que se passa na vida do outro, mas já sabe da vida do outro o suficiente para confiar e respeitá-lo de forma plena.
E você? Em qual fase está o seu amor? Resta-lhe saber...

Texto: Leniclécio Miguel.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

CRÔNICA


UM... "QUASE" PERFEITO
Foi o quase mais perfeito que já tive. O que mais chegou próximo do certo, do mais perto. Perpassamos o improvável e quase chegamos ao provável. É verdade, caro leitor, você pode até estar se perguntando: Mas como pode ter sido um quase?...
...Era véspera de São João, estava eu e mais três amigos no parque de eventos, todos animados ao som do maior baião do mundo; Zélia Duncan, Luiza Possi, Elza Soares, Paulinho Moska, Almério e Orttinho, em homenagem a Luiz Gonzaga. O show tinha se iniciado com uma linda queima de fogos, depois chuvas, mas agora, de papéis picados e metálicos. Maravilhoso, algo de muito bom gosto. Ficamos ali vendo a apresentação, enquanto as pessoas dançavam, sorriam entre si, olhavam-se, festejavam a vida e brindavam cada um da melhor forma que achasse. Eu estava brindando com um refrigerante, meus amigos, com cerveja e, outros mais, com bebidas destiladas. Cada um que brindava com o que mais lhe agradasse.
Os olhos, os corpos, as vozes e os perfumes trocavam-se entre si. E foi nisso que eu encontrei o meu quase perfeito. Vou tratar o acontecido como “quase perfeito”, e como não vou dizer se foi o Romance “quase perfeito”, ou, o Amor “quase perfeito”, ou até mesmo, o Beijo “quase perfeito”. Prefiro que você mesmo coloque o sentido que antecede o “quase perfeito”. Você que vai escolher o que poderia ter sido se não tivesse sido – quase.
Entre o brilho da noite, o espetáculo no palco e, os sorrisos sem riscos. Fui trocando olhares, jogando flertes, treinando meu poder de atração. Parece uma caça, mas é assim que denominamos a paquera, um caçador que busca sua caça, sua presa. E foi assim que me senti, o mais genuíno dos animais em busca de sua “sobrevivência”. Uma troca de olhar aqui, outra troca de olhar ali, e nada mais que isso. Mudei a rota, voltei meus olhos para meus amigos e, esses estavam felizes, dançantes, divertidos e sorridentes. Troquei algumas palavras, como sempre engraçadas, para compartilhar mais ainda o momento e, depois, mais olhares fugazes. Foi aí que encontrei o meu quase perfeito.
Ele estava distraído, refiro-me ao meu quase perfeito. Por isso, preciso citá-lo com o gênero masculino. Mas, entenda que falo sobre o romance, o amor, o beijo, o sexo, o affair quase perfeito. Foi aí que pude vê-lo, sem muita pretensão, sem muita preocupação ao redor, somente observando o show que por sinal estava muito bom. Olhei, me engracei e continuei olhando, mas o meu quase perfeito não correspondeu aos meus flertes. Fiquei tranqüilo, continuei olhando o show e, quando menos espero, meu quase perfeito estava do meu lado. Fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, feliz. Troquei algumas palavras com meus amigos que estavam próximo e continuei olhando para o meu quase. Ele, o meu quase perfeito, retribuiu os olhares, mas de forma muito tímida e calculista. Fiquei esperando uma aproximação, uma conversa, uma apresentação, mas nada disso ocorreu.
O show continuava, as músicas, cada uma mais linda do que a outra. “...Se a gente lembra só por lembrar, do amor que um dia a gente perdeu. Saudade então assim é bom, pro cabra se convencer que é feliz sem saber, pois não sofreu...” – Que nem jiló, interpretada por Zélia Duncan, esplêndido. Uma sonoridade incrível, uma elegância desmedida, e a voz, sem comparação. Houveram-se outras apresentações dignas de considerações, mas aqui quero somente lhe dizer do que foi quase perfeito, não quero tratar do perfeito.
                ...Boa noite, tudo bem? Quase perfeito diz: Sim, tudo bem. Sou Miguel e você? Quase perfeito diz: (*&@$@($@*Y$(@)!*@Y) – Não entendi nada, somente disse: prazer! E ele disse: prazer. Ficamos ali trocando algumas palavras, e foi daí que começamos a nos conhecer. Natural de Caruaru, reside em Recife. Eu, natural de Bonito, residindo em Caruaru. E a noite foi passando, poucas palavras, e poucos esboços de empatia. Ficamos ali, por vários minutos, somente se sentindo, sem mais nada a fazer. Depois de algum tempo, digo-lhe: Está afim de conhecer um bar aqui bem legal? Quase perfeito diz: Sim, qual é a proposta do bar? Eu: pessoas conversando, bebendo, se paquerando, outras se beijando, tudo isso ao som do forró pé-de-serra. Tudo bem, vamos! A noite foi passando, pouca conversa, mas o desejo estava ali, tímido, mais presente. Acabou a noite, levei meu quase perfeito próximo da casa de seus pais, aqui em Caruaru mesmo e, ficamos apenas de conversa, troca de números telefônicos e, a promessa de um novo reencontro.
                Sábado, final de tarde, recebo uma ligação do meu quase perfeito, dizendo: Já estou na terrinha, nos vemos no parque de eventos? Respondi que sim e marcamos horário e local. Encontramo-nos, depois de alguns desencontros e o fato de um dos dois não ter levado celular, ficamos entregues ao acaso. Mas o acaso deu-nos uma força, encontrei meu quase perfeito no mesmo bar que tinha o levado antes. Ficamos a noite toda entre amigos, entre nós, a sós. Muitos sorrisos, simpatia e pessoas interessadas em paquerar. Outras nem tanto...
                Meu quase perfeito decidiu ir embora, eu também já estava nas minhas reservas de energia, tratamos de ir. Novamente, o levei próximo da casa de seus pais, dessa vez falei que precisava conversar mais, e reservadamente, pois no bar não dava. Meu quase perfeito sugeriu um retorno à Caruaru ou uma ida minha à Recife. Ficamos somente na miragem dos pensamentos. Não respondemos, mas nos despedimos. Ao sair, apenas um aperto de mão e somente algumas palavras, alguns tratos.
Voltei para casa, meio frustrado e meio resolvido, ao mesmo tempo em que tentava entender tanta relutância, queria entender primeiramente a mim. Por que não perguntei sua idade? O que fazia da vida? Se tinha alguém? Se estava buscando alguém? Se a gente tinha chance? Se era apenas amizade? Foram esses “se” que povoaram a minha mente horas a fio. Acho que foi assim desse jeito, para eu também poder me colocar no lugar do outro e saber que o outro também pode e deve ser conquistado, investido, paquerado e, não obstante, tratado como especial.
                Meu quase perfeito foi embora, viajou para sua cidade, não sei se vamos nos ver novamente, não sei o que vamos ser daqui a alguns meses, ou longos anos, ou até mesmo, algumas horas. Está tudo indeciso, a órbita ainda está fora do lugar, o mundo paira nessas dúvidas. O quase que comigo aconteceu, ainda me faz acreditar no perfeito, mesmo sabendo que não vamos o ser. Pode ser uma das minhas maiores descobertas, dos meus maiores tesouros, descobrir o que foi quase, para compensar o que não pode ser perfeito. O meu quase continua sendo perfeito, até que o amor nos separe... ou não.

Texto: Leniclécio Miguel.
Todos os direitos reservados®

quarta-feira, 23 de junho de 2010

FRASE.

"QUEM RIR SEM RESERVAS, TRIUNFA EM GLÓRIA." - LENICLÉCIO MIGUEL.

FRASE.

"APRENDENDO A GOSTAR SEM POSSUIR." - LENICLÉCIO MIGUEL.

FRASE.

"A gente podia perder menos tempo discutindo o amor, e mais tempo solucionando-o." - Leniclécio Miguel.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

TEXTO


MÚSICA E EMOÇÃO À FLOR DA PELE!
Resolvi ouvir uma música que fazia meses que não ouvia, e por incrível que pareça, ouvi cinco vezes. Mas, mesmo ouvindo repetidamente a mesma música, a cada estrofe cantada eu me surpreendia com as frases de efeito, que a cada audição se tornavam inéditas.
                A música mexia com meus sentidos, com meus sentimentos e com minhas emoções. A cada palavra dita, uma emoção sentida. Era demais, ouvir cada melodia e degustar cada sentimento sentido. Por alguns momentos eu pairava e me sentia bem por nada. Estranho isso, mas era verdade. Já em outros momentos, sentia nostalgia, uma repentina tristeza, mas passava.
                Foi assim, que ouvindo a música, eu pude perceber quanto o amor faz parte de minha vida, e quanto as minhas emoções ainda ficam afloradas ao ouvir essa música. Às vezes a gente pensa que esqueceu um sentimento, mas na realidade, a gente tenta esquecer a nós mesmos. Pois o sentimento já está impregnado, correndo nas veias, aturdindo as emoções.
                E esquecer a nós mesmos, é simplesmente, se anular por alguns instantes. O fim de algo é sempre doloroso, sempre traz algum tipo de exaspero, mas por mais que soframos, temos que seguir em frente, mesmo sabendo que em alguns momentos, vamos tentar fugir de nós mesmos.
                A presença do vazio é fato, a gente fica incomodado por nada. Pois, já não temos a presença, mas o fato de estarmos vazio, isso nos incomoda. É o corpo e alma que se acostuma com a presença, mesmo não tendo mais. Veja um exemplo: Se pegarmos uma caneta e colocarmos em uma de nossas mãos e, passarmos um tempo com ela, ao retirarmos e novamente abrirmos as mãos, teremos a sensação de que a caneta ainda continua em uma de nossas mãos, mesmo não estando. É a presença do vazio, o incômodo da falta, o peso do passado, nos artudindo.
                Mas voltando a música, eu pude ouvi-la de várias maneiras e interpretá-la de vários modos.  E a cada momento eu me via no espelho, até o meu rosto e meu semblante mudava, mas eu sentia que o amor que havia em mim continuava ali, imutável. E a música tocava, tocava e tocava, e eu ia sentindo, degustando e exalando cada refrão, cada melodia e cada nota tocada.
                Muitas vezes a gente tenta esquecer algo que foi vivido, mas esquece de que o que foi vivido não mais se esquece. Os planos, os momentos passados, os sonhos sonhados a dois, as diversas lembranças, já não podem mais serem apagadas. Cabe a nós convivermos com a presença do vazio e, procurar nesse vazio, o amor que intrinsecamente fica em nós, o nosso amor próprio.

Autor: Leniclécio Miguel
Todos os direitos reservados®

sábado, 12 de junho de 2010

DIA DOS NAMORADOS!



UM ROMANCE INESQUECÍVEL

Era um relacionamento a dois, e em seguida eu cheguei para fazer o triângulo amoroso. Inicialmente, não tinha essa pretensão, mas as coisas foram tomando o rumo diferente do que suponha ser. Isso me aconteceu nos anos 80, mas ainda hoje me lembro bem. Foi o romance mais emocionante que já tive. E mesmo sendo a três, os céus abençoava. Os anjos diziam: amém. E o amor era nosso cúmplice.
Faz mais de vinte anos, mas não consigo esquecer um só momento em que passamos juntos. Do cuidado que tiveram comigo por vários anos e, depois eu, o cuidado que tive com eles. E mesmo hoje estando distante deles e, sabendo que eles continuam o romance, sinto muita falta. Eu ainda hoje sou apaixonado por eles, e acredito que eles por mim. Foram os dias mais felizes da minha vida.
Quando nos conhecemos, ficamos nove meses apenas na expectativa, pois a amizade ainda estava sendo construída e precisávamos de um tempo para entender o que iria acontecer, mas depois que perpassamos essa amizade, eles foram o maior amor que tive na vida. Digo, eles, por ter sido dois e, como relato no início desse texto, foi um triângulo amoroso mais perfeito que já me aconteceu, é bom deixar claro que tive outros romances, mas esse foi o que até hoje me emociono, quando lembro.
Sim, até hoje eu me lembro das noites em que passávamos a três, nos amando de forma divina, nos conhecendo em cada instante. Também das noites em que eu os esperava, ou tão-somente, eles me esperavam. Foi o romance mais fiel que já tive; o mais cúmplice e o mais duradouro até agora. E acredito que será o que mais perdurou em minha vida. Eles hoje estão mais maduros e, eu estou apenas começando a entender como aquele amor mudou a minha vida.
Hoje eles estão distantes, nos vemos esporadicamente e, nos falamos por telefone somente algumas vezes por semana. Mas, acredito piamente de que o amor que tivemos/temos um pelo o outro, nunca acabará. Porque o amor foi alimentado a todo instante, a cada momento, em cada circunstância. Eu os amo incondicionalmente, porque eles me ensinaram os melhores e mais importantes valores da vida. Deram-me a chance de ser quem hoje eu sou e, me presentearam com os seus amores. Com o verdadeiro amor; incondicional, puro, compreensivo, cúmplice e divino.
Se até hoje não tinha escrito nada para eles, hoje, estou aqui escrevendo esse singelo texto, para expressar a eles o quanto me sinto honrado em tê-los comigo. E que Deus possa sempre abençoá-los de forma graciosa. Eles são as pessoas mais importantes na minha vida e, isso pode estar soando clichê, mas não é. É algo sincero e mais puro que posso dizer. Amo-os incondicionalmente e, mesmo por vezes ficando à deriva, eu volto à margem e sinto novamente o incondicional me mover. Que nesse dia dos namorados, você que está lendo esse texto, possa também ter ou começar a viver lindo um romance em sua vida. Eu já tive vários, mas este, foi e será sempre o mais importante na minha vida. Pois eles me deram a vida - meus pais!

Texto: Leniclécio Miguel
Todos os direitos reservados®

sexta-feira, 4 de junho de 2010

COMPORTAMENTO.



DESAPEGO
Hoje resolvi praticar o desapego, não apenas o desapego material, mas o desapego de sentimentos e amores passados.  Andei lendo um artigo sobre desapego às coisas materiais e que não lhe serviam mais, foi através disso que me veio a idéia de desapego sentimental, se é que existe esse tipo de desapego. Vou relatar para vocês o que decidi fazer e por ordem de classificação. E depois comecei a treinar isso no meu dia-dia.
Primeiro eu procurei visitar o meu interior, fazer uma visita bem aprofundada aos sentimentos que ali haviam, e para minha decepção, os encontrei bem maltratados e sujos. Procurei entender o motivo de meus sentimentos estarem tão corrompidos e oxidados, e comecei a lembrar de muitas coisas que num passado não tão distante eu fiz ou deixei de fazer algo por alguém, ou por várias pessoas.
Era difícil enumerar as coisas que me vinha à cabeça, mas ao menos vou citar algumas para que vocês também possam entender como foi difícil pra mim. Vejamos: Eu sempre me sentia bem quando achava que alguém estava apaixonado por mim e, por muitas vezes, não correspondi ou simplesmente ignorava. Isso aconteceu várias vezes e, nessa visita íntima aos meus sentimentos, pude perceber o quanto meu coração estava triste e abatido com a forma de eu tratar ou simplesmente não fazer caso dos sentimentos alheios. E a partir do momento que comecei a reconhecer isso, vi que algo inundava meu coração de felicidade. Mas algo, além disso, deveria ser feito. Primeiro encontrei o problema, agora precisava resolvê-lo.
Foi primeiro mudando meu comportamento com o próximo, procurando dispor mais de atenção, compreensão e respeito, que comecei a descobrir o quão bom é tratar as pessoas com especialidade. Disso, eu pude identificar que a partir do momento que temos alguém em nossa vida, temos que tratá-lo com muita gentileza e exclusividade.
E fui me desapegando da sujeira que estava em meus sentimentos, dos resquícios de maldade, raiva, mágoas, rancores, soberba, que fui criando no decorrer de minha vida. Fui limpando aos poucos, e não foi com água e sabão, mas foi com amor, muito amor pelo próximo, e por mim também. Cuidei dos meus sentimentos como se eles estivessem realmente doentes e, precisando de um elixir chamado: caridade. Prestei toda assistência necessária a eles e, vi que depois de tudo isso, pude respirar melhor, sorrir com mais calma e amar com mais verdade. Porque os meus sentimentos não estavam mais presos às mesquinharias, e não se prendiam no agora, mas no que eu pude identificar que fosse eterno.
Leniclécio Miguel.
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terça-feira, 1 de junho de 2010

PORTAL DE CARUARU.


A partir deste mês o PORTAL DE CARUARU ganha um novo colaborador e incentivador da cultura pernambucana. O professor e palestrante Leniclécio Miguel, que na oportunidade irá escrever artigos e textos motivacionais e falando também sobre o comportamento humano e suas delimitações. Você que já acompanha Leniclécio Miguel aqui no blog, no twitter e no orkut, agora tem mais um motivo de ficar bem informado, nos acompanhe também no site: WWW.PORTALDECARUARU.COM, será um prazer tê-los conosco nesse novo projeto. E para começar com o pé direito, colocamos no site um artigo chamado: OS PARES, AS PERDAS E OS LUTOS. Acesse, leia e prestigie. Um abraço forte e extenso!


Carinhosamente,

Professor Miguel.