segunda-feira, 28 de junho de 2010

CRÔNICA


UM... "QUASE" PERFEITO
Foi o quase mais perfeito que já tive. O que mais chegou próximo do certo, do mais perto. Perpassamos o improvável e quase chegamos ao provável. É verdade, caro leitor, você pode até estar se perguntando: Mas como pode ter sido um quase?...
...Era véspera de São João, estava eu e mais três amigos no parque de eventos, todos animados ao som do maior baião do mundo; Zélia Duncan, Luiza Possi, Elza Soares, Paulinho Moska, Almério e Orttinho, em homenagem a Luiz Gonzaga. O show tinha se iniciado com uma linda queima de fogos, depois chuvas, mas agora, de papéis picados e metálicos. Maravilhoso, algo de muito bom gosto. Ficamos ali vendo a apresentação, enquanto as pessoas dançavam, sorriam entre si, olhavam-se, festejavam a vida e brindavam cada um da melhor forma que achasse. Eu estava brindando com um refrigerante, meus amigos, com cerveja e, outros mais, com bebidas destiladas. Cada um que brindava com o que mais lhe agradasse.
Os olhos, os corpos, as vozes e os perfumes trocavam-se entre si. E foi nisso que eu encontrei o meu quase perfeito. Vou tratar o acontecido como “quase perfeito”, e como não vou dizer se foi o Romance “quase perfeito”, ou, o Amor “quase perfeito”, ou até mesmo, o Beijo “quase perfeito”. Prefiro que você mesmo coloque o sentido que antecede o “quase perfeito”. Você que vai escolher o que poderia ter sido se não tivesse sido – quase.
Entre o brilho da noite, o espetáculo no palco e, os sorrisos sem riscos. Fui trocando olhares, jogando flertes, treinando meu poder de atração. Parece uma caça, mas é assim que denominamos a paquera, um caçador que busca sua caça, sua presa. E foi assim que me senti, o mais genuíno dos animais em busca de sua “sobrevivência”. Uma troca de olhar aqui, outra troca de olhar ali, e nada mais que isso. Mudei a rota, voltei meus olhos para meus amigos e, esses estavam felizes, dançantes, divertidos e sorridentes. Troquei algumas palavras, como sempre engraçadas, para compartilhar mais ainda o momento e, depois, mais olhares fugazes. Foi aí que encontrei o meu quase perfeito.
Ele estava distraído, refiro-me ao meu quase perfeito. Por isso, preciso citá-lo com o gênero masculino. Mas, entenda que falo sobre o romance, o amor, o beijo, o sexo, o affair quase perfeito. Foi aí que pude vê-lo, sem muita pretensão, sem muita preocupação ao redor, somente observando o show que por sinal estava muito bom. Olhei, me engracei e continuei olhando, mas o meu quase perfeito não correspondeu aos meus flertes. Fiquei tranqüilo, continuei olhando o show e, quando menos espero, meu quase perfeito estava do meu lado. Fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, feliz. Troquei algumas palavras com meus amigos que estavam próximo e continuei olhando para o meu quase. Ele, o meu quase perfeito, retribuiu os olhares, mas de forma muito tímida e calculista. Fiquei esperando uma aproximação, uma conversa, uma apresentação, mas nada disso ocorreu.
O show continuava, as músicas, cada uma mais linda do que a outra. “...Se a gente lembra só por lembrar, do amor que um dia a gente perdeu. Saudade então assim é bom, pro cabra se convencer que é feliz sem saber, pois não sofreu...” – Que nem jiló, interpretada por Zélia Duncan, esplêndido. Uma sonoridade incrível, uma elegância desmedida, e a voz, sem comparação. Houveram-se outras apresentações dignas de considerações, mas aqui quero somente lhe dizer do que foi quase perfeito, não quero tratar do perfeito.
                ...Boa noite, tudo bem? Quase perfeito diz: Sim, tudo bem. Sou Miguel e você? Quase perfeito diz: (*&@$@($@*Y$(@)!*@Y) – Não entendi nada, somente disse: prazer! E ele disse: prazer. Ficamos ali trocando algumas palavras, e foi daí que começamos a nos conhecer. Natural de Caruaru, reside em Recife. Eu, natural de Bonito, residindo em Caruaru. E a noite foi passando, poucas palavras, e poucos esboços de empatia. Ficamos ali, por vários minutos, somente se sentindo, sem mais nada a fazer. Depois de algum tempo, digo-lhe: Está afim de conhecer um bar aqui bem legal? Quase perfeito diz: Sim, qual é a proposta do bar? Eu: pessoas conversando, bebendo, se paquerando, outras se beijando, tudo isso ao som do forró pé-de-serra. Tudo bem, vamos! A noite foi passando, pouca conversa, mas o desejo estava ali, tímido, mais presente. Acabou a noite, levei meu quase perfeito próximo da casa de seus pais, aqui em Caruaru mesmo e, ficamos apenas de conversa, troca de números telefônicos e, a promessa de um novo reencontro.
                Sábado, final de tarde, recebo uma ligação do meu quase perfeito, dizendo: Já estou na terrinha, nos vemos no parque de eventos? Respondi que sim e marcamos horário e local. Encontramo-nos, depois de alguns desencontros e o fato de um dos dois não ter levado celular, ficamos entregues ao acaso. Mas o acaso deu-nos uma força, encontrei meu quase perfeito no mesmo bar que tinha o levado antes. Ficamos a noite toda entre amigos, entre nós, a sós. Muitos sorrisos, simpatia e pessoas interessadas em paquerar. Outras nem tanto...
                Meu quase perfeito decidiu ir embora, eu também já estava nas minhas reservas de energia, tratamos de ir. Novamente, o levei próximo da casa de seus pais, dessa vez falei que precisava conversar mais, e reservadamente, pois no bar não dava. Meu quase perfeito sugeriu um retorno à Caruaru ou uma ida minha à Recife. Ficamos somente na miragem dos pensamentos. Não respondemos, mas nos despedimos. Ao sair, apenas um aperto de mão e somente algumas palavras, alguns tratos.
Voltei para casa, meio frustrado e meio resolvido, ao mesmo tempo em que tentava entender tanta relutância, queria entender primeiramente a mim. Por que não perguntei sua idade? O que fazia da vida? Se tinha alguém? Se estava buscando alguém? Se a gente tinha chance? Se era apenas amizade? Foram esses “se” que povoaram a minha mente horas a fio. Acho que foi assim desse jeito, para eu também poder me colocar no lugar do outro e saber que o outro também pode e deve ser conquistado, investido, paquerado e, não obstante, tratado como especial.
                Meu quase perfeito foi embora, viajou para sua cidade, não sei se vamos nos ver novamente, não sei o que vamos ser daqui a alguns meses, ou longos anos, ou até mesmo, algumas horas. Está tudo indeciso, a órbita ainda está fora do lugar, o mundo paira nessas dúvidas. O quase que comigo aconteceu, ainda me faz acreditar no perfeito, mesmo sabendo que não vamos o ser. Pode ser uma das minhas maiores descobertas, dos meus maiores tesouros, descobrir o que foi quase, para compensar o que não pode ser perfeito. O meu quase continua sendo perfeito, até que o amor nos separe... ou não.

Texto: Leniclécio Miguel.
Todos os direitos reservados®

quarta-feira, 23 de junho de 2010

FRASE.

"QUEM RIR SEM RESERVAS, TRIUNFA EM GLÓRIA." - LENICLÉCIO MIGUEL.

FRASE.

"APRENDENDO A GOSTAR SEM POSSUIR." - LENICLÉCIO MIGUEL.

FRASE.

"A gente podia perder menos tempo discutindo o amor, e mais tempo solucionando-o." - Leniclécio Miguel.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

TEXTO


MÚSICA E EMOÇÃO À FLOR DA PELE!
Resolvi ouvir uma música que fazia meses que não ouvia, e por incrível que pareça, ouvi cinco vezes. Mas, mesmo ouvindo repetidamente a mesma música, a cada estrofe cantada eu me surpreendia com as frases de efeito, que a cada audição se tornavam inéditas.
                A música mexia com meus sentidos, com meus sentimentos e com minhas emoções. A cada palavra dita, uma emoção sentida. Era demais, ouvir cada melodia e degustar cada sentimento sentido. Por alguns momentos eu pairava e me sentia bem por nada. Estranho isso, mas era verdade. Já em outros momentos, sentia nostalgia, uma repentina tristeza, mas passava.
                Foi assim, que ouvindo a música, eu pude perceber quanto o amor faz parte de minha vida, e quanto as minhas emoções ainda ficam afloradas ao ouvir essa música. Às vezes a gente pensa que esqueceu um sentimento, mas na realidade, a gente tenta esquecer a nós mesmos. Pois o sentimento já está impregnado, correndo nas veias, aturdindo as emoções.
                E esquecer a nós mesmos, é simplesmente, se anular por alguns instantes. O fim de algo é sempre doloroso, sempre traz algum tipo de exaspero, mas por mais que soframos, temos que seguir em frente, mesmo sabendo que em alguns momentos, vamos tentar fugir de nós mesmos.
                A presença do vazio é fato, a gente fica incomodado por nada. Pois, já não temos a presença, mas o fato de estarmos vazio, isso nos incomoda. É o corpo e alma que se acostuma com a presença, mesmo não tendo mais. Veja um exemplo: Se pegarmos uma caneta e colocarmos em uma de nossas mãos e, passarmos um tempo com ela, ao retirarmos e novamente abrirmos as mãos, teremos a sensação de que a caneta ainda continua em uma de nossas mãos, mesmo não estando. É a presença do vazio, o incômodo da falta, o peso do passado, nos artudindo.
                Mas voltando a música, eu pude ouvi-la de várias maneiras e interpretá-la de vários modos.  E a cada momento eu me via no espelho, até o meu rosto e meu semblante mudava, mas eu sentia que o amor que havia em mim continuava ali, imutável. E a música tocava, tocava e tocava, e eu ia sentindo, degustando e exalando cada refrão, cada melodia e cada nota tocada.
                Muitas vezes a gente tenta esquecer algo que foi vivido, mas esquece de que o que foi vivido não mais se esquece. Os planos, os momentos passados, os sonhos sonhados a dois, as diversas lembranças, já não podem mais serem apagadas. Cabe a nós convivermos com a presença do vazio e, procurar nesse vazio, o amor que intrinsecamente fica em nós, o nosso amor próprio.

Autor: Leniclécio Miguel
Todos os direitos reservados®

sábado, 12 de junho de 2010

DIA DOS NAMORADOS!



UM ROMANCE INESQUECÍVEL

Era um relacionamento a dois, e em seguida eu cheguei para fazer o triângulo amoroso. Inicialmente, não tinha essa pretensão, mas as coisas foram tomando o rumo diferente do que suponha ser. Isso me aconteceu nos anos 80, mas ainda hoje me lembro bem. Foi o romance mais emocionante que já tive. E mesmo sendo a três, os céus abençoava. Os anjos diziam: amém. E o amor era nosso cúmplice.
Faz mais de vinte anos, mas não consigo esquecer um só momento em que passamos juntos. Do cuidado que tiveram comigo por vários anos e, depois eu, o cuidado que tive com eles. E mesmo hoje estando distante deles e, sabendo que eles continuam o romance, sinto muita falta. Eu ainda hoje sou apaixonado por eles, e acredito que eles por mim. Foram os dias mais felizes da minha vida.
Quando nos conhecemos, ficamos nove meses apenas na expectativa, pois a amizade ainda estava sendo construída e precisávamos de um tempo para entender o que iria acontecer, mas depois que perpassamos essa amizade, eles foram o maior amor que tive na vida. Digo, eles, por ter sido dois e, como relato no início desse texto, foi um triângulo amoroso mais perfeito que já me aconteceu, é bom deixar claro que tive outros romances, mas esse foi o que até hoje me emociono, quando lembro.
Sim, até hoje eu me lembro das noites em que passávamos a três, nos amando de forma divina, nos conhecendo em cada instante. Também das noites em que eu os esperava, ou tão-somente, eles me esperavam. Foi o romance mais fiel que já tive; o mais cúmplice e o mais duradouro até agora. E acredito que será o que mais perdurou em minha vida. Eles hoje estão mais maduros e, eu estou apenas começando a entender como aquele amor mudou a minha vida.
Hoje eles estão distantes, nos vemos esporadicamente e, nos falamos por telefone somente algumas vezes por semana. Mas, acredito piamente de que o amor que tivemos/temos um pelo o outro, nunca acabará. Porque o amor foi alimentado a todo instante, a cada momento, em cada circunstância. Eu os amo incondicionalmente, porque eles me ensinaram os melhores e mais importantes valores da vida. Deram-me a chance de ser quem hoje eu sou e, me presentearam com os seus amores. Com o verdadeiro amor; incondicional, puro, compreensivo, cúmplice e divino.
Se até hoje não tinha escrito nada para eles, hoje, estou aqui escrevendo esse singelo texto, para expressar a eles o quanto me sinto honrado em tê-los comigo. E que Deus possa sempre abençoá-los de forma graciosa. Eles são as pessoas mais importantes na minha vida e, isso pode estar soando clichê, mas não é. É algo sincero e mais puro que posso dizer. Amo-os incondicionalmente e, mesmo por vezes ficando à deriva, eu volto à margem e sinto novamente o incondicional me mover. Que nesse dia dos namorados, você que está lendo esse texto, possa também ter ou começar a viver lindo um romance em sua vida. Eu já tive vários, mas este, foi e será sempre o mais importante na minha vida. Pois eles me deram a vida - meus pais!

Texto: Leniclécio Miguel
Todos os direitos reservados®

sexta-feira, 4 de junho de 2010

COMPORTAMENTO.



DESAPEGO
Hoje resolvi praticar o desapego, não apenas o desapego material, mas o desapego de sentimentos e amores passados.  Andei lendo um artigo sobre desapego às coisas materiais e que não lhe serviam mais, foi através disso que me veio a idéia de desapego sentimental, se é que existe esse tipo de desapego. Vou relatar para vocês o que decidi fazer e por ordem de classificação. E depois comecei a treinar isso no meu dia-dia.
Primeiro eu procurei visitar o meu interior, fazer uma visita bem aprofundada aos sentimentos que ali haviam, e para minha decepção, os encontrei bem maltratados e sujos. Procurei entender o motivo de meus sentimentos estarem tão corrompidos e oxidados, e comecei a lembrar de muitas coisas que num passado não tão distante eu fiz ou deixei de fazer algo por alguém, ou por várias pessoas.
Era difícil enumerar as coisas que me vinha à cabeça, mas ao menos vou citar algumas para que vocês também possam entender como foi difícil pra mim. Vejamos: Eu sempre me sentia bem quando achava que alguém estava apaixonado por mim e, por muitas vezes, não correspondi ou simplesmente ignorava. Isso aconteceu várias vezes e, nessa visita íntima aos meus sentimentos, pude perceber o quanto meu coração estava triste e abatido com a forma de eu tratar ou simplesmente não fazer caso dos sentimentos alheios. E a partir do momento que comecei a reconhecer isso, vi que algo inundava meu coração de felicidade. Mas algo, além disso, deveria ser feito. Primeiro encontrei o problema, agora precisava resolvê-lo.
Foi primeiro mudando meu comportamento com o próximo, procurando dispor mais de atenção, compreensão e respeito, que comecei a descobrir o quão bom é tratar as pessoas com especialidade. Disso, eu pude identificar que a partir do momento que temos alguém em nossa vida, temos que tratá-lo com muita gentileza e exclusividade.
E fui me desapegando da sujeira que estava em meus sentimentos, dos resquícios de maldade, raiva, mágoas, rancores, soberba, que fui criando no decorrer de minha vida. Fui limpando aos poucos, e não foi com água e sabão, mas foi com amor, muito amor pelo próximo, e por mim também. Cuidei dos meus sentimentos como se eles estivessem realmente doentes e, precisando de um elixir chamado: caridade. Prestei toda assistência necessária a eles e, vi que depois de tudo isso, pude respirar melhor, sorrir com mais calma e amar com mais verdade. Porque os meus sentimentos não estavam mais presos às mesquinharias, e não se prendiam no agora, mas no que eu pude identificar que fosse eterno.
Leniclécio Miguel.
Todos os direitos reservados ®

terça-feira, 1 de junho de 2010

PORTAL DE CARUARU.


A partir deste mês o PORTAL DE CARUARU ganha um novo colaborador e incentivador da cultura pernambucana. O professor e palestrante Leniclécio Miguel, que na oportunidade irá escrever artigos e textos motivacionais e falando também sobre o comportamento humano e suas delimitações. Você que já acompanha Leniclécio Miguel aqui no blog, no twitter e no orkut, agora tem mais um motivo de ficar bem informado, nos acompanhe também no site: WWW.PORTALDECARUARU.COM, será um prazer tê-los conosco nesse novo projeto. E para começar com o pé direito, colocamos no site um artigo chamado: OS PARES, AS PERDAS E OS LUTOS. Acesse, leia e prestigie. Um abraço forte e extenso!


Carinhosamente,

Professor Miguel.