Hoje eu acordei cedo, e com uma enorme vontade de comprar uma rosa. Ontem eu estive lendo um texto sobre: Amor, rosas e espinhos. De Pe. Fábio de Melo. E fiquei com alguns trechos fragmentados na minha lembrança, dizia: “...A beleza da rosa, vale o incômodo dos espinhos.” – Magnífico! Nunca tinha imaginado o amor por esse âmbito, e se tivesse, não teria atentado. Acredito que o amor faz isso conosco, nos anestesia para as sensações dolorosas e nos satisfaz para as menos dolorosas. Acho maravilhosa a dinâmica da vida de quem ama. Ela espera o momento certo, para cuidar da rosa, mesmo sabendo que irá se espetar nos espinhos. E, voltando à minha rosa, fui numa feira livre perto do meu prédio e, resolvi comprar. Procurei a mais bonita e mais viva, e comprei. Trouxe para casa, mas não sabia onde colocar, afinal de contas, nunca tinha me preparado para ter uma rosa (um amor). Pensei em deixá-la guardada, e mantê-la em seu embrulho, para só depois, ver o que faria. Desisti! Ela estava tão triste, tão sem vida, tão cabisbaixa, que resolvi fazer algo por ela. Então, fui na cozinha, peguei uma jarra e com um pouco de água, enchi. Coloquei a minha rosa na água, primeiro aparei algumas arestas das folhas e cortei um pouco o seu caule, para ela caber dentro. E fui pensando e refletindo sobre o amor (rosa). É assim mesmo, inicialmente, quando a gente tem o amor (a rosa), se a gente não estiver preparado, não saberá onde colocá-lo (o amor). E meio que improvisadamente, a gente dá um jeito para guardar aquele carinho todo. E procuramos estar com o coração limpo e, fazemos com que ele, o coração, transborde também de amor. Assim, fiz com a rosa. Aparei suas folhas, como símbolo de aparar as mazelas que o amor, por vezes, vem carregado. Pois, acredito que o amor é divino e puro, mas o ser humano faz mudanças nele, pelas quais, perdem-se a legitimidade. Depois, peguei uma jarra (limpa), assim tem que estar o nosso coração, limpo de sentimentos mesquinhos, de lembranças do passado que não nos cabe mais, e de tudo que não foi bom. E colocamos a água, a fonte de vida, pela qual manterá viva por alguns dias, a rosa. Assim também é o amor, a gente zela, cuida, mantém, e sabe que, certo dia, ele esvai-se. Mas, não adianta lamentar, espernear e nem muito menos, desistir de amar. Pois, no amor ou na rosa, sempre valerá os dias que tivemos o seu perfume.
Leniclécio Miguel.
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Simplismente PERFEITO !!!
ResponderExcluirRealmente você Miguel tem um verdadeiro dom pra expressar em palavras o sentimento que há nas coisas, e mais expressar poeticamente o que é ainda mais extraordinário !!!
Obrigado, querida. Fico muito feliz em saber que tenho atingido meu ponto principal que será sempre tocar no íntimo das pessoas e fazer aflorar os sentimentos mais nobres.
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