...QUANDO A GENTE VOLTA.
É, já me sinto distante e não a vejo todo dia. Mas eu tenho certeza do amor que sentimos um pelo outro. E mesmo quando não nos falamos, os olhos falam, os gestos dizem o que nenhuma palavra pôde dizer.
Já fui criança, aliás, todos nós já fomos. Já pude sentir de perto o amor que ela me dava. O cuidado, o zelo, a educação. Os valores primordiais para me tornar quem hoje realmente sou. Não mediu esforços para me ensinar a ter princípios, a ter educação e ser gentil com as pessoas. Ah, e também não falar em meio à conversa de adultos, ou passar onde eles estivessem conversando. Palavrão? Ih...Não podia! Assim também como não podia chamar as pessoas de: “cara”, “velho” ou qualquer outra gíria.
Na minha intransigência, achava isso péssimo. Não podia falar muita coisa, era sempre controlado, observado. Mas hoje, sei do que aquilo se tratava. Tratava-se de bons modos, bons costumes, educação, gentileza, respeito às pessoas. Sem aquelas “chatices” talvez eu não estivesse onde estou hoje.
Sou um ser humano apaixonado pela vida, pelas pessoas, por ajudar o próximo. Por ter sempre uma palavra de conforto ou de entusiasmo. Além de; saber calar, saber ouvir, respeitar às opiniões alheias, bem como, não distratar ninguém. "Não roube o lápis do coleguinha", "divida sempre o seu lanche com seu colega que não trouxe", "ensine os demais às tarefas caso eles não saibam ", foram as frases que nunca precisei ouvi-las para praticar, porque os seus ensinamentos já estavam embasados nelas.
Hoje já estou crescido, um menino grande. O meu corpo já não cabe em seu colo, e ela não pode mais me pegar nos braços. Mas como gostaria de voltar ao passado, somente hoje, por um instante, para sentir o gosto materno do cuidado, do zelo - quando estamos criança.
De ficar doente, mas ser bem cuidado. De fazer birra, levar broncas, mas saber que tudo aquilo foi por amor. De brincar com meus irmãos, de esperar a hora do almoço, ou de ir incomodá-la na hora de sua sesta.
É mainha... A gente cresce, as coisas acontecem e o que a senhora plantou em mim, hoje colho com todo carinho do mundo. Mas confesso que tem hora que dá vontade de voltar, de viver a experiência do útero, de sentir novamente o seu cuidado de quando eu era criança. Dá vontade de reescrever as experiências e fazer muita coisa diferente, principalmente, a decisão de amá-la desde cedo.
Se bem que, a experiência da vida e o contato que ela nos traz, não há como não existir o amor entre nós. Mas gostaria de ter dito isto com mais frequência, com mais força e com mais dedicação em minhas atitudes. Hoje posso dar graças a Deus por saber que posso expressar o que sinto, e saber que a senhora me entende e me perdoa.
Ainda prometo-lhe mais amor, mais cuidado e mais atenção, porque quando a gente sente saudade, a gente volta... pro colo, pros braços, pro lar, pro cuidado sem fim. E que eu envelheça sabendo lhe pedir a bênção, sabendo lhe respeitar, e não esquecendo de lhe amar. E é por isso que na minha forma mais humana e humanizada que posso ser, digo-lhe: MUITO OBRIGADO POR TUDO!
Texto: Leniclécio Miguel (seu filho).

Olá meu amigo lindo de alma tão preciosa...que dedicatória bela ...que orgulho da sua mae ter um filho tão amoroso,sensível e dedicado....Parabens meu amigo,sinto-me honrada de ter te conhecido!! bjussss e muitas vitórias!!
ResponderExcluirque coisa boa poder ter o prazer de ler estas linhas tão significativas.... parabens professor... desejo sucesso e muito sucesso.... vc é merecedor de tudo... grande abraço do seu amigo Jorge de Recife
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