...ERA PARA SER DIVINO, MAS DECIDIU-SE QUE FOSSE HUMANO.
Estou indo, deixo lembranças e marcas de um coração triste.
Caminho lento, em passos curtos e pisadas fortes, forçando bem a planta dos pés para marcar esse chão que outrora foi o nosso mundo.
Sigo com a cabeça erguida, sinto uma ânsia, sintomas do que foi vivido.
De repente vem a saudade, a lembrança e a tristeza de não ter comemorado o nosso último instante juntos.
O coração já não compassa, o pulso está lento, é o amor morrendo em doses homeopáticas de veneno humano.
E sem darmo-nos conta perdemos o foco, já não havia regresso, os vícios da vida tinham nos contaminados.
Agora paro, olho para trás e não te vejo, não mais te sinto em meu corpo, tomo a decisão de seguir sem você, pois mesmo não sendo a decisão mais certa, por ora é a mais sensata. Pois se hoje sofro, amanhã supero. Só não dá mais para viver esse eterno sofrimento da espera sem fim...
Texto: Leniclécio Miguel
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