O Mergulho, o Amor e o Suicídio.
Mergulhei. Agora imerjo nas águas profundas que o amor me mostra. Estou fundo, bem profundo, fico somente com o som que o silêncio me traz. Não vejo mais poluição, tudo agora está nítido, calmo, tranquilo - nas águas quentes desse mar de ilusão. O amor já se foi, o suicídio já chegou, tentei levar outros comigo, mas outrora não conseguira imergir até aonde eu consegui chegar. Então assim, somente assim percebi, que o meu mergulho é somente um prelúdio do amor que espera o suicídio para se confirmar.
É bem assim que encontramo-nos ao entrar num relacionamento. Primeiro, mergulhamos de cabeça, e por vezes, não medimos esforços para ir ao mais fundo possível. Esquecendo, que nesse mergulho, estamos levando um outro ser conosco, e que possivelmente um dos dois terá mais fôlego para ir mais fundo.
De repente o outro perde o fôlego, precisa voltar à margem e tomar mais fôlego para mergulhar novamente. Você já está dentro, e como tem mais fôlego, prefere ficar a ter que retornar de uma investida profunda nesse mergulho. Você se desprenderá do outro e se sentirá sozinho no fundo do mar, ao perceber-se só, pensará que o outro fez isso apenas por abandono ou por covardia, mas esquece que o outro tem limite e que o seu não é igual.
O outro volta, toma fôlego, mas agora prefere não mais arriscar o mergulho tão profundo como antes, você já está imergido e totalmente mergulhado e não consegue retornar ao ponto que o outro se encontra. O outro não arrisca ir mais longe, pois sabe que não tem mais fôlego para descer as águas. Você por sua vez, prefere não voltar, porque precisa chegar ao seu objetivo final – o suicídio.
O amor agora está correndo riscos, você não quer mais voltar à margem, e o outro não quer imergir ao seu encontro. Tornou-se o impasse, decidir o desfecho desse mergulho será uma questão de honra aos dois. Um prefere culpar o outro por não ter voltado ao ponto que estavam. O outro prefere ficar na zona de conforto e ser mais responsável ao ponto de não querer descer além do que o seu limite permite.
O suicídio deu-se devido a pouca resolução e muita disputa de poder. O suicídio foi a forma que o amor encontrou para tirar de dentro a dor. A cada dia, ele se matava um pouco para dar vida ao outro ser que o relacionamento exigia. Primeiro cedia um pouco, depois esquecia-se um pouco de si mesmo, e anulava-se quase que sempre para ter o outro como prêmio. O amor se suicídio aos poucos, precisou de muita falta de atenção, descompromisso, desrespeito e desonestidade. Porque o amor, sempre esteve pronto. Ao mergulhar, ele sabia que poderia ir mais longe, mas limitou-se em apenas esperar o outro ir junto, perdeu-se nas águas, no mar da ilusão. Hoje, o que resta são dois corações partidos, dois corpos ausentes, quatro mãos que não se tocam, quatro olhos que não se olham e uma distância. O amor se suicidou, cansou de ficar entre eles, achou melhor arrancar de vez aquela dor que sentia toda vez que um duvidava que ele existia. Agora, depois de jazido, nada pode ser feito, senão, sepultá-lo para que breve ele ressurja no coração de outro ser.
Leniclécio Miguel.

ola meu querido miguel adorei este blog ,muito importante suas informaçoes em fim tudo tem muito sentido e vale aena quando fazemos com amor fiquei muito feliz ,espero semre estar olhando seu blog com mais tempo um forte abraço do amigo gilsomar .bonito pe
ResponderExcluirFico muito feliz, Gilsomar. Forte abraço!
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